Alunos. Observo-os.
Tento compreender o mundo deles através das minhas observações.
Continuo com um belo ponto de interrogação.
Alguns são agitados, desinteressados e mal-educados; outros, educados, comprometidos com suas obrigações.
Esforço-me em compreender o mundo em que vivem. Que mundo eu vivo? Não sei. Os conceitos mudaram: ninguém é mais comprometido com nada. Já me esqueci de quando eu era aluno. A única coisa de que me lembro mesmo: era comprometido.
É estranho o modo como eles se comportam. Chamando a atenção, estão, eles, querendo mostrar sua carência ou é puro exibicionismo?
Gosto deles assim mesmo.
Olho alguns anos à frente e tento localizá-los. Como e onde estarão? O que farão quando estiverem frente a frente com a vida que os aguarda? Serão bons cidadãos ou simplesmente pessoas sem um porquê?
Faço minha parte tentando conscientizá-los.
Alguns terão vida curta por se enveredarem num caminho errado, outros serão “alguém” e uma boa parte deles estará se questionado sobre a vida, o porquê de não ter estudado.
Essa é a nossa realidade que precisa ser mudada. Estou fazendo a minha parte.
O corpo humano será apenas um pedaço de matéria que ocupa um lugar no espaço?
Ele parece com o planeta Terra: a maior parte é constituída de líquido, também é influenciado pelas fases lunares. É uma natureza perfeita.
O ser humano, diante de situações conflituosas, tende a ficar introspectivo, a meditar. Sinal de que o corpo serve de santuário.
A casa, geralmente, é a referência do ser humano. Quando ela é desorganizada, mostra que o seu morador também é. Já ao contrário, transmite paz aos que habitam ou visitam.
O lar não deve ser violado por pessoas com más intenções, já que é o nosso santuário, onde recarregamos as energias, onde buscamos conforto.
Sendo assim, o corpo humano pode ser comparado com a nossa casa – um santuário – que não deve ser profanado por qualquer um. Quando o violamos, quando não fazemos nada para conservá-lo, começa a ruir e as conseqüências são diversas, por exemplo, as doenças.
Por tudo isso é que devemos respeitar, preservar, para que continuemos a buscar forças nele. Nutri-lo com bons pensamentos, boa alimentação, evitar os exageros ou qualquer substâncias que venham a prejudicar esse santuário, pode ajudar muito, pois nele habita um deus único, particular que nos sustenta.
Que dúvida horrível.
Agora virou moda usar esta palavra: metrossexual. Até que soa legal. E você é um metrossexual?
Será que ser metrossexual é fazer sexo no metrô? Não, não é nada disso.
Antes apenas as mulheres se davam a este luxo, mas atualmente homens também. Há os que vêem essa prática como sinônimo de ser gay, mas também há aqueles que encaram com naturalidade. Eu fico com a segunda opção.
As mulheres desde a antigüidade sempre se preocuparam com a sua aparência, então se cuidavam indo a salões de beleza, pintavam as unhas, depilavam-se, tingiam e cortavam os cabelos, preocupavam-se também com a pele e o excesso de peso. As mulheres entendem muito bem sobre isso.
Hoje em dia não é mais privilégio do público feminino. Os homens estão desfrutando também disso tudo. Eles se preocupam agora com a aparência: vão a salões de beleza (não mais à barbearia), fazem as unhas, pintam os cabelos, depilam-se, fazem limpeza de pele, ajeitam as sobrancelhas etc.
Ao se preocupar com a aparência, cuidando de si, o homem se torna um metrossexual.
Sendo assim, posso dizer que sou um metrossexual.
Primeiro ataque foi às torres do World Trade Center, depois em Madri, trens explodem e agora na Rússia, criancinhas morrem. Todos ataques têm a marca de Osama bin Laden, uma franquia.
Realmente nada justifica a matança de quase duas centenas de crianças como a cometida por um grupo de terroristas islâmicos chechenos e árabes numa escola no interior da Rússia. Parece ter virado moda cometer atentados terroristas. Parece ser chique, parece impor status, mas não é assim que as coisas funcionam. Até quando teremos de suportar esses fatos acontecendo no mundo? Até quando teremos de ver imagens fortes de destruição, de pessoas mortas, de pais, de filhos, de irmãos e de amigos chorando pela morte do ente querido?
As vítimas, agora, foram crianças na maioria. Proibidas de comer e beber água, algumas tentaram beber água do vaso sanitário, outras beberam a própria urina para suprir a falta de líquido. Quando desobedeciam as ordem impostas pelos terroristas, eram mortas. Que coisa humilhante, ainda mais com crianças!
É muito dolorido ver a foto de uma mãe acariciando a cabeça da filha morta. Imagine a dor que está sentindo por causa da sua filhinha, filha que cuidava, que dava amor e que agora, não a tem mais.
Não podemos continuar a viver vendo as torres do World Trade Center desabando, os trens explodindo em Madri nem ver crianças inocentes morrendo! Isso é muito triste! Estamos nas mãos de terroristas que sentem prazer de matar, de amedrontar o mundo com suas atitudes? O que podemos fazer?
Tudo é aceitável, mas utilizar crianças para conseguir o que se deseja é inaceitável!
É estranho o descaso das pessoas perante alguns problemas que afligem a sociedade.
É indiferente o sofrimento alheio. Pimenta no olho dos outros é refresco.
Semana retrasada, na Praça da Sé em São Paulo, alguns moradores de rua foram brutalmente assassinados, tendo suas faces dilaceradas pelas pancadas.
Interessante: VIROU NOTÍCIA! Resolveram dar importância a uma cena cotidiana? De tão comum, não a enxergamos. Somos cegos! Precisava ter acontecido essa tragédia para que os meios de comunicação, os governantes, a sociedade dessem a devida importância aos moradores de rua? A revista Veja foi fantástica ao intitular a matéria com “Miseráveis e Invisíveis”. O programa do Jô também abordou o assunto no programa exibido no dia 31/8/04.
Não devemos nos esquecer que estamos em época de eleições. Os candidatos aproveitar-se-ão disso para angariarem alguns votinhos a mais. Que absurdo! Por que nunca fizeram nada antes? A provável resposta para essa pergunta será: “Não tinha percebido. Estou tão ocupado(a) que não me dei conta da péssima condição desses moradores de rua”. O pior cego é aquele que não quer ver.
Infelizmente somos obrigados a viver em meio a tudo isso, mas também não adianta ficarmos redigindo textos e mais textos. Devemos começar a agir, arregaçar as mangas da camisa e colocar a mão na massa. Temos que iniciar tal empreitada agora!
Deve ser mais seguro hoje dormir na Praça da Sé do que em qualquer outro lugar, já que aumentou o número de policiais responsáveis pelo patrulhamento na região, de 200 para 550. O comentário que um morador de rua, o gaúcho Régis Marcelino, fez é bastante interessante: “Hoje tem vaga em albergue para todo mundo, a imprensa vem ouvir a gente e a polícia nos protege. Quero ver se, quando isso passar, vai ter essa festa toda.” Pergunto de novo: por que resolveram dar a devida atenção agora? Por que nada fizeram antes? Precisou acontecer tal massacre para olharem para esses pobres moradores de rua?
Enfim, temos de parar de viver em um mundo que não existe, temos de deixar de ser a Alice do País das Maravilhas. E para que você reflita mais um pouco, sugiro o livro Ensaio sobre a cegueira de José Saramago.
|
|||
![]() | |||
|
|
|||
![]() | |||
![]() | |||
|
|||